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Pois é… Em tempos em que os brasileiros enchem o peito e dizem com orgulho que aprovam o governo ao qual estão submetidos: suas políticas, falcatruas e PRINCIPALMENTE seu representante maior por 65% da população, não é de se espantar as atrocidades que vemos nas ruas e telejornais e o modo passivo com o qual a população encara tudo isso.

Como diria um cronista, o grande problema do mundo é a cesariana. Filhos nascidos por cesariana são privados desde o primeiro momento de qualquer tipo de dor e sofrimento, ou seja, da vida real. Nascem num aquário quentinho e superprotegidos de todos os males dessa vida moderna pelos seus pais procupados com sua formação e integridade física que esquecem principalmente de sua integridade moral. Mães que não querem sofrer no parto ou que não querem infligir nenhum sofrimento ao seu rebento geram crias superprotegidas já no berço. Orientam babás a não deixarem seus filhos caírem no chão enquanto querem aprender a andar. Criam suas crianças em bolhas sociais e em condomínios “seguros”. Criam adolescentes que hoje espancam e que amanhã roubarão e corromperão sob a certeza da impunidade. Quem desconhece o sofrimento, como pode respeitar o sofrimento alheio?

Quero ver, mesmo, qual é o dia em que escolheremos os líderes pela sua capacidade e discernimento e não pelo carisma do mesmo. Talvez nesse dia os pais dêem limites aos filhos, os jovens e idosos reclamem seus direitos, os impostos sirvam apenas para manter a nação e não para afortunar privilegiados, as empresas não nos enganem baseadas em artifícios e brechas das leis, as pessoas possam ir e vir sem ter que compartilhar quedas de braço entre controladores de vôos e ministérios da aeronáutica e com mais alguns detalhezinhos a gente possa enfim, viver.

E num país em que 80% dos bebês nascem por cesariana, vocês esperavam o quê?

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