BabelPoster BabelDepois de assitir Babel, você fica com medo do mundo em que seus filhos irão morar. Falo isso porquê, na minha humilde opinião, este é um dos filmes mais reais que eu já pude assitir. Em Babel, você é apresentado friamente a questões como infância, adolescência, responsabilidade, ética, terrorismo, sexo, drogas, comunicação e globalização. Histórias contadas descontextualizadas, paralelas, mas unidas. Pra resumir a história: O destino de centenas de pessoas começa mudar devido a um simples fato, a um objeto. Um riffle vendido a um criador de cabras marroquino usado numa brincadeira entre seus filhos fere uma americana de férias no Marrocos com seu marido. A babá dos filhos do casal (uma mexicana ilegal nos EUA) decide então levá-los ao México para o casamento do seu filho, já que não encontra ninguém com quem deixá-lo. Uma adolescente surda-muda japonesa que perdeu a mãe há pouco tempo enfrenta os problemas de comunicação, conflitos da adolescência. Isso tudo se une quando a babá não consegue retornar com as crianças para os EUA e acaba numa perseguição policial pelo deserto, a japonesa descobre que a arma usada para atingir a americana foi dada pelo seu pai numa excursão ao Marrocos e a inospitalidade do lugar do acidente e suas condições precárias acabam por se transformar num conflito internacional entre a América e o governo marroquino. Só vendo o resto para entender. Se por um lado ele é ácido, brutal, covarde, cruel, por outro nos deixa importantes lições morais, como por exemplo: o que estamos ensinando aos nossos filhos atualmente? O que significa de fato a palavra liberdade? No que foi que nos transformamos nos últimos anos? O diretor não nos traz respostas ao final do filme. E isso justamente por que ele quer que cada um de nós encontre as nossas próprias respostas. Do contrário… Você já sabe o que acontece. Nota máxima.

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